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Apresentação de "DA FAMÍLIA" (ABYSMO), DE VALÉRIO ROMÃO. Álbum de fotografias + Texto



Texto sobre apresentação de "Da Família" (Abysmo), de Valério Romão.
Podem ler, também:

ENTREVISTA: http://oplanetalivro.blogspot.pt/2014/03/entrevista-com-valerio-romao-diario.html
"A noção de paternidades falhadas não tem tanto a ver com a falha no sentido de ser mau pai, ou má mãe, mas sim com uma incompletude na assunção de maternidade ou paternidade."
                                                                   &
CORRENTES D`ESCRITAS: http://oplanetalivro.blogspot.pt/2014/04/correntes-descritas-primeira-vez-de.html
"Dentro das Correntes, todos os autores são um mundo, mas poucos metem tanto medo como o de Valério Romão." 
                                                                      & 
SOBRE "O DA JOANA"http://p3.publico.pt/cultura/livros/9546/o-da-joana-de-valerio-romao
"A sua capacidade literária é perceptível na inteligência e labor com que transforma matéria real em linguagem literária."



“O da Joana”, “Autismo” e “Facas” mostraram à literatura portuguesa contemporânea uma nova voz. O mapa da dor passou a ter um guia: Valério Romão.
Ontem, no Teatro “A Barraca”, o autor nascido em França acrescentou mais coordenadas literárias a esse mapa. Gonçalo Waddington (actor), Vasco Gato (poeta) e o editor João Paulo Cotrim apresentaram “Da Família”, colectânea de 11 contos de Valério Romão.
As narrativas existentes no novo livro avalizam a capacidade do autor em diagnosticar o vazio, a decadência moral e a degradação física.
“À medida que fomos recuperando a mãe” e “Quando se pôs o meu irmão fora de casa”, ficções publicadas na revista Granta, juntam-se a textos originais e a outros já publicados na Egoísta, Somos Livros e no site Carrossel Mag.
A aposta da Editora Abysmo e da revista Granta deram visibilidade à literatura de Valério Romão.
O reconhecimento da qualidade literária foi rápido: dois romances e duas colectâneas de narrativas breves permitiram perceber a singularidade da voz deste escritor.
O que se conhece da composição “Da Família” permite confirmar o drama e a intensidade, já presentes em livros anteriores,  como recursos muito bem geridos pelo autor. É difícil não cair na tentação de olhar para o abismo reflectido por Valério Romão.
A prosa seduz e cumpre o que promete logo nas primeiras linhas: nada é inócuo; cada frase magoa e, no fim, o leitor sai dos livros com muitas dores de crescimento.
Vasco Gato referiu essa escrita “exímia e despudorada” que permite, segundo o editor João Paulo Cotrim, “passar a olhar para as coisas de forma diferente” e perceber que “ [Da Família] é um livro que vai alterar a realidade”.
Gonçalo Waddington confirmou as palavras de ambos ao ler diversos trechos de vários contos presentes em “Da Família”.
A terminar uma apresentação muito breve, perante uma sala cheia, Valério Romão, o seu editor e o poeta Vasco Gato leram, também, partes do livro.
“Somos um acontecimento entre a morte por cima e a morte por baixo”, lê-se num dos contos.
Um acontecimento, no caso de Valério Romão, pleno de inteligência. E de literatura.


Mário Rufino
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=750618







































































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