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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pastoralia, de George Saunders







‘Pastoralia’, de George Saunders: somos todos personagens no teatro do absurdo


A naturalidade com que cumprimos rotinas ou ordens sem nexo é, ela própria, irreal. As horas que demoramos para chegar ao trabalho, o almoço que se come em pé, como fazem os cavalos, aquele inútil cartão de crédito que se tem guardado, pois não se paga anuidades, a aceitação do conselho do colaborador que vende um crédito para não gastarmos as poupanças que perfazem o valor pedido, ou o colega que tem imenso trabalho a fingir que trabalha. São muitas as idiossincrasias que encaramos com normalidade.

“Pastoralia” (Antígona) apresenta essa realidade com um “twist” que nos leva a um plausível mundo alternativo.
George Saunders (Texas, 1958) utiliza a estranheza para sublinhar o ridículo das situações, enquanto mostra um sorriso irónico perante o absurdo. Quem lê vê-se reflectido.
O prisma de Saunders, sempre dotado de um acentuado cinismo, incide sobre os marginais de uma sociedade assente no rápido consumo e no entretenimento. São personagens com “impulso de obediência compulsivo”, como afirma o prefaciador e tradutor Rogério Casanova sobre as seis narrativas desta obra.

Texto Completo em: http://www.comunidadeculturaearte.com/pastoralia-de-george-saunders-somos-todos-personagens-no-teatro-do-absurdo/

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