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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

As Artes do Sentido, de George Steiner



No Jornal da Madeira


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A Escritaria de Miguel Sousa Tavares




Penafiel e Miguel Sousa Tavares, um amor correspondido


Penafiel festejou entre 16 e 22 de Outubro o 10º aniversário da Escritaria e a vida e obra de Miguel Sousa Tavares.
Música, Arte de Rua, Teatro, Sessões de Autógrafos, Feira do Livro, Arruada, Entrevista e Conferência juntaram muitos admiradores do autor de “Rio das Flores” e “Equador”
Em Coimbra, bem mais de uma hora depois de o Alfa Pendular sair de Lisboa, a chuva deslizou pela janela. Lá fora, a destruição dos últimos dias. Árvores e vegetação carbonizadas, terra negra com pequenas colunas fumegantes, um cheiro intenso a queimado, e aquela chuva, sarcástica e atrasada, a molhar as cinzas.
Até Aveiro, o cenário foi similar ao de “A Estrada”, de Cormac McCarthy. O fim do mundo para quem vive ali, um horror higienizado pela distância para quem assistiu pela televisão. O país ardeu, animais e pessoas morreram queimadas. De Aveiro ao Porto, a terra foi recuperando a sua vitalidade.
Falar de literatura, ou de qualquer arte, parece irrelevante. Mas debaixo daquelas cinzas, como do silêncio, já algo brota. E se a chuva não apagou, agora está para fazer nascer. A terra regenera-se. Infelizmente, a dor também. Não há água que retire essa sujidade. Mas o homem arranca sempre algo novo do vazio. A literatura tem excepcionais exemplos. Um deles é a Escritaria, em Penafiel. Começou com a homenagem a Urbano Tavares Rodrigues. Seguiram-se José Saramago, Agustina Bessa-Luís, António Lobo Antunes, Mia Couto, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio e Alice Vieira. Miguel Sousa Tavares é o mais recente homenageado pela cidade literária de Penafiel.

Texto Completo: http://www.comunidadeculturaearte.com/penafiel-e-miguel-sousa-tavares-um-amor-correspondido/





terça-feira, 14 de novembro de 2017

Folio: “Realidade ou Ficção. As histórias em que queremos acreditar”. A mentira como acto criativo



“Realidade ou Ficção. As histórias em que queremos acreditar”. A mentira como acto criativo



O diálogo entre Laurent Binet e Anabela Mota Ribeiro aconteceu, realmente, na noite de 4ª feira, no Fólio – Festival Literário Internacional de Óbidos. A 16ª mesa programada para o festival foi moderada pela jornalista Isabel Lucas, no Auditório Praça da Criatividade.
Não raras vezes, excelentes escritores não são bons intervenientes em mesas de debate. Anabela Mota Ribeiro e Isabel Lucas permitiam ao público alguma segurança sobre a riqueza de conteúdo e a competência em comunicá-lo. E Laurent Binet? O Prémio Goncourt surpreendeu com um discurso desenvolto, ideias claras e interessantes sobre o tema da mesa: “Realidade ou Ficção. As histórias em que queremos acreditar”
Uma mesa de debate serve também para criar ou aumentar a vontade de o leitor se aproximar da obra de um autor. A capacidade de comunicação de Laurent Binet e o seu conhecimento sobre literatura fizeram com que “HHhH” (Sextante) e “A Sétima função da linguagem” (Quetzal) se tornassem mais próximos das escolhas dos leitores.






quarta-feira, 8 de novembro de 2017

‘O Diário de Anne Frank’ em banda desenhada





Uma menina de estrutura frágil, aconselhada a não fazer exercício físico na escola por os ombros e as ancas se deslocarem facilmente, foi obrigada a fugir da Alemanha para Amesterdão. Pouco tempo depois, a Alemanha invadiu a Holanda e e ela foi forçada a esconder-se num anexo durante quase dois anos. A perseguição dos nazis aos judeus, obrigou-a a conviver no mesmo exíguo espaço com Margot Frank (irmã), Otto Frank (pai), Edith Frank (mãe), A família Van Pels- composta por Herman Van Pels (marido), Augusta van Pels (esposa), Peter van Pels (filho)- e Fritz Pfeffer, o dentista. Ela viria a ser capturada e enviada para o campo de concentração em Bergen-Belsen. Resistiu cerca de sete meses, entre Agosto de 1944 e Março de 1945, até o tifo provocar a sua morte. O seu nome era Annelies Marie Frank; o seu diário é conhecido por milhões de leitores.

Texto Completo em: http://www.comunidadeculturaearte.com/o-diario-de-anne-frank-em-banda-desenhada-uma-nova-forma-de-conhecer-anne-frank/




segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Abraão Vicente, Ministro da Cultura de Cabo Verde, em entrevista




Abraão Vicente, Ministro da Cultura de Cabo Verde, em entrevista

Morabeza. Assim se chama a Festa do Livro que acontecerá em Cabo Verde, entre 30 de Outubro e 5 de Novembro. O Palácio da Cultura da cidade da Praia será o principal local onde decorrerá, segundo a organização, o "maior evento literário dos PALOP". Abraão Vicente, Ministro da Cultura de Cabo Verde, esteve em Lisboa e conversou com a Comunidade Cultura e Arte sobre a 1ª edição da Morabeza - Festa do Livro.

Por quê criar um evento literário em Cabo Verde?

Estamos a tentar reavivar o papel da Biblioteca Nacional. Ao entrar como titular da pasta da Cultura, observei que já não havia edições da parte do Estado.
Num país como Cabo Verde, com um mercado muito exíguo, o Estado deve continuar a estar presente e a incentivar o sector das edições, assim como as outras secções da cultura. Queremos que o Morabeza seja o “clique” para reactivar toda a dinâmica da cultura em Cabo Verde, não só para a reedição dos clássicos cabo-verdianos mas também para encontrar novos valores. O meio literário cristaliza-se facilmente. Quando se tem quatro ou cinco nomes consagrados, eles é que fazem a festa toda. Eles é que vão às conferências internacionais, aos festivais…

Há mais de vinte anos que não desponta no panorama cabo-verdiano um novo nome. Os novos estão consolidados: Germano de Almeida, Vera Duarte, Filinto Elísio, José Luiz Tavares. Mesmo o Joaquim Arena, que tem dois romances fantásticos, acaba por não despontar. O Morabeza pretende mostrar que é preciso uma política pública de incentivo à cultura. Acredito que o Estado tem de estar por dentro do sector da cultura. É claro que os privados têm as suas iniciativas, mas essas iniciativas visam o lucro  -  e isto aqui não é uma oposição entre capitalismo e socialismo ou “esquerda” e “direita”. Nós, como Estado, temos a obrigação de criar linhas de políticas públicas que incentivem eventos com qualidade. Essa é a ideia do Morabeza.




sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pastoralia, de George Saunders







‘Pastoralia’, de George Saunders: somos todos personagens no teatro do absurdo


A naturalidade com que cumprimos rotinas ou ordens sem nexo é, ela própria, irreal. As horas que demoramos para chegar ao trabalho, o almoço que se come em pé, como fazem os cavalos, aquele inútil cartão de crédito que se tem guardado, pois não se paga anuidades, a aceitação do conselho do colaborador que vende um crédito para não gastarmos as poupanças que perfazem o valor pedido, ou o colega que tem imenso trabalho a fingir que trabalha. São muitas as idiossincrasias que encaramos com normalidade.

“Pastoralia” (Antígona) apresenta essa realidade com um “twist” que nos leva a um plausível mundo alternativo.
George Saunders (Texas, 1958) utiliza a estranheza para sublinhar o ridículo das situações, enquanto mostra um sorriso irónico perante o absurdo. Quem lê vê-se reflectido.
O prisma de Saunders, sempre dotado de um acentuado cinismo, incide sobre os marginais de uma sociedade assente no rápido consumo e no entretenimento. São personagens com “impulso de obediência compulsivo”, como afirma o prefaciador e tradutor Rogério Casanova sobre as seis narrativas desta obra.

Texto Completo em: http://www.comunidadeculturaearte.com/pastoralia-de-george-saunders-somos-todos-personagens-no-teatro-do-absurdo/
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